Sábado, 24 de Outubro de 2020

De frente com Eliane Carvalho

A Chef Eliane Carvalho é formada na tradicional escola francesa de gastronomia Le Cordon Bleu, de Paris, e atua na área há  20 anos. Profissional dedicada e exemplar, Eliane responde às perguntas para a Magazine Ilustre, confira:

Qual o seu lazer preferido?

Meu lazer preferido não podia ser outro a não ser “cozinhar”! Sim, eu sempre encontro um motivo para cozinhar! Quando estou feliz cozinho para comemorar, quando estou com algum problema, cozinho para me distrair, quando estou sozinha, cozinho para mim, quando estou em família, cozinho para agradar e é assim quando estou entre amigos! Normalmente quando vou visitar amigos sempre acabo cozinhando também! É isso, cozinhar é a minha vida!

Qual foi a maior realização da sua vida?

Ser mãe sem dúvida foi e é minha maior realização! Eu acredito que existem mulheres que nascem para serem mães e eu nasci pra isso! Amo estar casada, ter minha casa e minha família! Presente de Deus!

O que você considera um assunto sério demais para se fazer piada a respeito?

Respeito. Respeito pelas pessoas, por nós mesmos, respeito com a dor do próximo, com a opinião dele, respeito com as opções de cada um. Respeitar e respeitar-se para mim é o início e fim de tudo para poder viver em paz com Deus. Sem PAZ não existe mais nada!

Você tem alguma mania? Se sim, qual?

Mania de organização! Vivo arrumando tudo a minha volta! Gosto de tudo bem limpo, cheiroso, não gosto de nada lascado, torto, sujo, enfim, eu convivo com essa minha mania de perfeição, mas isso não me incomoda, faz parte de mim!

O que mais você odeia que façam com você?

Ironia. Definitivamente, não suporto.

O que você acha que diferencia uma pessoa boa de uma pessoa ruim?

Resiliência. Uma pessoa boa se coloca sempre no lugar do outro, sempre encontra uma forma de entender e aceitar as situações, sem julgar, sem diminuir ninguém. Uma pessoa ruim, ao contrário, só carrega mágoas, não enxerga o outro, é egoísta e egocêntrica, não tem compaixão, é uma pessoa no íntimo infeliz porque não consegue se conectar nem com ela nem com ninguém.

Qual lugar que mais gostou de conhecer? E qual você ainda gostaria de conhecer?

Amei conhecer São Luís do Maranhão, as dunas! Eu sempre queria ir e nunca dava certo, um dia do nada surgiu uma oportunidade, eu fui, subi todas as dunas e orei muito, me senti tão perto de Deus! Foi inesquecível! Quero muito conhecer o Havaí! Se Deus quiser irei algum dia!

Tem algum filme que a marcou?

Eu indicaria “Em Algum Lugar do Passado!”. Assisti muitas vezes, ali fica bem claro um desejo de todo ser humano, se pudéssemos voltar no tempo, pelo menos uma vez, com certeza o faríamos, e com certeza, por amor!

Quem é a pessoa que você mais admira na cozinha hoje?

Patrick Terrien, meu maior ídolo, minha inspiração, ex-professor da minha escola Le Cordon Bleu Paris, mas continua na ativa! Um grande Chef, sempre me inspirei nele!

O que você acha do glamour em torno dos chefs de cozinha?

Pura ilusão! É uma profissão como qualquer outra! Todas têm seu glamour, seu valor! Glamour é ser bom naquilo que faz. Ponto!

Há algum alimento que você não comeria de jeito nenhum?

Sim, “salsinha”, eu absolutamente não tolero a coitada!

Nas suas idas a São Paulo, qual o restaurante de lá que você se identifica e não deixa de ir?Vou a SP a cada 15 dias no máximo! Amo comida japonesa, vou muito ao Nakka do Jardins! É impecável! Gosto muito do Nino Cucina e do Fasano para degustar uma massa,  bacalhau é no A Bela Cintra, e quando quero comer carne vou ao Fogo de Chão da Augusta. Mas como sempre, eu em SP acabo cozinhando bastante em casa, gosto de receber meus amigos para jantar, conversar e tomar vinhos, vou ao Santa Luzia e me esbaldo! Aí cozinho coisas deliciosas!

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