Sexta-Feira, 03 de Setembro de 2021

Quais as principais sequelas identificadas após a Covid-19

Por Hiago Bastos médico

 

Respiratório: A persistência da dispneia aos esforços que pode ou não vir acompanhada de hipoxemia crônica com redução das capacidades pulmonares e de difusão, bem como apresentação semelhante à doença pulmonar restritiva é comum. Os achados de imagem podem persistir por semanas após a alta e devem ser acompanhados de perto.A avaliação desses pacientes através de testes como a oximetria de pulso, tomografia de tórax e funcionalmente com o Peak Flow Test em conjunto com o Teste de caminhada de 6 minutos são estratégias interessantes no seguimento desses pacientes.

 

Hematológico: Não conhecemos ainda a extensão temporal do estado hiperinflamatório e de hipercoagulabilidade que esses pacientes apresentam. Estudos relatam a ocorrência de eventos tromboembólicos em cerca de 5% dos pacientes após a alta, com até 3 meses de evolução. A avaliação individual desses casos é recomendada. Em pacientes portadores de d-dímero persistentemente elevado, doença oncológica de base ou histórico prévio de doença trombótica, a profilaxia estendida pode ser considerada por mais três meses. A avaliação individual desses casos é recomendada. Em pacientes portadores de d-dímero persistentemente elevado, doença oncológica de base ou histórico prévio de doença trombótica, a profilaxia estendida pode ser considerada por mais três meses.

 

Cardiológico: Os sintomas mais relatados são dispneia e dor torácica. Estudos já comprovaram o aumento persistente da demanda metabólica desses pacientes e presença de cicatrizes no miocárdio, que predispõem a arritmias.Pacientes com esses sintomas devem ser avaliados rotineiramente através de ecocardiografia, eletrocardiografia e avaliações seriadas por um cardiologista.

 

Neurológico: Pacientes experimentam uma série de sintomas após a alta. Os mais comuns são fadiga, mialgias, cefaleia, anosmia, disfunção cognitiva e problemas de memória. Até 40% dos pacientes desenvolvem transtorno de ansiedade e/ou depressão.

O acompanhamento neuropsiquiátrico é vital no seguimento dos pacientes após a alta. Uma série de medidas não farmacológicas durante a internação como a presença de um familiar de referência e a presença de relógios visíveis ao leito são de grande valia na prevenção desses transtornos.

 

Dermatológico: Mais de 20% dos pacientes relatam a perda de cabelo de forma significante após a alta. Outras alterações cutâneas como a presença de reações urticariformes também são relatadas. A condução desses pacientes envolve o acompanhamento por um dermatologista e uma avaliação de deficiências nutricionais, como vitaminas e oligoelementos, que podem potencializar os efeitos deletérios.

 

Fonte: https://pebmed.com.br

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